Aconteceu no colégio, em uma aula de geografia, enquanto olhava para o namorado e conversavam sobre qualquer assunto nenhum pouco relativo ao o que se passou na cabeça dela naquele momento... Sentiu como se estivesse realmente decidida – coisa rara, já que é muito indecisa-, mas em pouco tempo se perguntou até quando iria levar esse sonho, essa escolha. Porque afinal, não era o que seu pai, sua mãe ou sua avó sonhavam, mas sim o que ela queria, o que a definira desde quando começou a ler, ou melhor, escrever. Sim, escritora. A menina tinha o sonho de publicar livros, ou pelo menos, um livro. Não precisava ser o mais vendido do mês, ou da livraria, mas apenas precisava ser o seu preferido. Porem sabe aquele momento antes de dormir, que ficamos deitados com a cabeça longe, pensando coisas quase que impossíveis quando você levanta e vive a realidade? Então, o que pensara anteriormente se tornou sinônimo ao levantar no outro dia, quando ela chegou em casa.
Lembrou-se de diversas frases, em que todas elas falam que é preciso acreditar nos sonhos, acreditar em si mesmo. Ela tinha vergonha, porque escritor nunca foi uma profissão de muito sucesso, mas ela acreditava no seu talento. Pra ela, era o que ela sabia fazer de melhor. E faz, até hoje... Tentando um dia se tornar uma grande profissional nisso.
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