Ela gostava muito de chá, quando a brisa batia na janela velha da cozinha, era a hora em que estava preparando o seu. Fazia-o como quem não está realmente concentrada naquilo que se está fazendo. Preferia o silêncio, por isso e pela razão de não ter encontrado alguém que lavasse sua xícara sem ter que pedir, ela morava sozinha. Às vezes, quando a solidão era amarga ela pegava qualquer livro em cima da cabeceira da cama e sentava na varanda, lendo até que não fosse mais capaz de enxergar as letras. E então nessa hora olhava para o céu, olhava a lua e a admirava, era a coisa mais linda que via durante o dia. Durante a noite. Durante a vida. A lua era sua imagem preferida.

Nenhum comentário:
Postar um comentário